viernes, 17 de febrero de 2017

A COLONIZACAO PORTUGUESA NO BRASIL



Boa tarde pessoal,
Vamos começar o trabalho da segunda macrotarefa deste semestre "Participar de um debate comparativo entre a colonização portuguesa e a colonização espanhola"

Exercício.  Leiam o artigo a seguir para depois colocar um comentário reflexivo no blog (antes da quarta-feira, 22 de fevereiro). Depois procurem outras informações acerca da colonização portuguesa e da colonização espanhola.  Na quarta-feira, vocês apresentarão essas informações e na quinta se fará o debate.

A COLONIZACAO PORTUGUESA NO BRASIL 

 A colonização do Brasil aconteceu no final dO século XV, no ano de 1500, quando algumas nações europeias estavam envolvidas com a expansão marítimo-comercial. Nesse tempo, nações como Portugal e Espanha lançaram expedições pelo mar em busca de novas rotas marítimas e novas terras que poderiam ser exploradas. Nesse processo, os portugueses anunciaram a descoberta de novas terras ao sul do continente americano no ano de 1500.

Nos primeiros anos da colonização, os portugueses não deram muita atenção aos domínios brasileiros. Nesse tempo, queriam se aproximar mais do comércio com as Índias e se limitou a poucas expedições de reconhecimento, proteção do território e de busca do pau-brasil. Nesse momento, tiveram que enfrentar a resistência de algumas populações indígenas e a ameaça de invasão por outros povos europeus que também tinham interesse em explorar o Brasil.

A partir de 1530, a colonização portuguesa tornou-se mais intensa. A partir desse período surgiram as primeiras plantações de cana-de-açúcar e a exploração da mão de obra escrava começou a se consolidar em nosso cotidiano. Além disso, vale ressaltar o papel assumido pelos padres jesuítas. Chegando ao Brasil, esses representantes da Igreja voltaram-se para a conversão religiosa da população indígena para o catolicismo.

Entre os anos de 1580 e 1640, a colonização portuguesa sofreu uma relativa mudança com a organização da União Ibérica. Nesse período, os espanhóis tiveram à frente das principais ações administrativas relacionadas ao Brasil. Com essa mudança, os holandeses invadiram o nordeste brasileiro e passaram a dominar a produção açucareira naquela região. Nesse tempo a economia portuguesa ficou seriamente fragilizada e a situação não melhorou muito no século XVII, quando o governo português tinha recuperado o controle da colônia.

Uma grande mudança foi notada quando atingimos o século XVIII, quando foram descobertas as primeiras minas de ouro no interior do Brasil. Sendo uma atividade altamente lucrativa, a mineração trouxe a intensificação da cobrança de impostos e a fiscalização por parte das autoridades portuguesas. Em reação, percebemos que essa época também ficou marcada pelas mais importantes revoltas coloniais. 

Os revoltosos tinham motivações e objetivos diversos para protestar: desde a falta de auxílio do governo português, até o exagero nos impostos cobrados. Entre essas revoltas ficaram mais conhecidas a Inconfidência Mineira de 1789 e a Conjuração Baiana de 1798. As duas projetaram o rompimento local com as autoridades portuguesas e a fundação de governos independentes. Contudo, a Conjuração Baiana foi a única que se colocou contra a escravidão e teve a participação intensa de populares.

O ano de 1808 é reconhecido por alguns historiadores como o tempo que a ordem colonial passou a ser desmontada no Brasil. Isso porque a Família Real Portuguesa chegou ao Brasil e concedeu importantes liberdades de ordem econômica e política. Mesmo com maior autonomia, devemos lembrar que era a Coroa Portuguesa que tomava as mais importantes decisões por aqui. É por tal razão que a colonização é oficialmente findada no dia 7 de setembro de 1822, quando nossa independência foi declarada.

Por Rainer Gonçalves Sousa
Colaborador Escola Kids
Graduado em História pela Universidade Federal de Goiás - UFG
Mestre em História pela Universidade Federal de Goiás - UFG

sábado, 11 de febrero de 2017

A PSICOLOGIA E O CARNAVAL BRASILEIRO

Oi pessoal,

Desta vez vamos ler um artigo sobre o Carnaval brasileiro desde a perspectiva da psicologia.

Exercício. Leiam o artigo, postem seu comentário no blog e na quarta-feira conversaremos sobre o conteúdo do texto na sala de aula, para depois pensar no trabalho final desta macrotarefa.



Carnaval, um mundo imaginário de liberação.
Quando chega o carnaval a racionalidade deixa espaço para a alegria e prazer tomarem conta
A festa mais esperada do ano por grande parte da população está a ponto de começar. Mas o que diz a psicologia sobre este evento, suas fantasias e brincadeiras? Qual a relação de Carl Jung com o tema?
O pai da sociologia moderna, Émile Durkheim, analisou os ritos desta manifestação popular e chegou à conclusão de que os rituais do carnaval são uma forma encontrada pela sociedade de esquecer o mundo real e viajar para outro mundo onde quem manda é a imaginação.
Para Jung, os rituais facilitam a conexão entre a realidade interior e exterior, assim como os mundos desconhecidos e conhecidos. Desde que o homem era primata, ele utilizava rituais como a dança e cantos para se liberar e expressar determinado sentimento. Jung chamou este comportamento de “arquétipo”. Para ele, a linguagem que é feita a matéria dos sonhos e fantasias é “pensamento não dirigido”. Aqui o que é lógico e físico fica de fora.

A psicologia e o carnaval

Hoje em dia as pessoas vivem em um ritmo de vida pesado, tentando conciliar a vida profissional com a pessoal. Estamos constantemente pagando contas e lidando com os desafios do dia a dia. Porém, para muitos, quando chega o carnaval, a racionalidade deixa espaço para alegria e prazer tomarem conta. Para Freud, é neste momento que o ID, uma instância psicológica que cada indivíduo possui, é tomado pelos impulsos do prazer e conduzido pelos desejos, não mais pelas consequências.
Fantasiados estamos protegidos dos julgamentos e possíveis críticas. É exatamente nesta festa democrática que grande parte da população se liberta, sem se preocupar com a censura. Alguns especialistas afirmam que este período é importante para ajudar a vivenciar outros aspectos psicológicos. É a hora em que o indivíduo se permite extravasar e ser diferente do que é nos outros dias do ano.

Quando chega a quarta-feira de cinzas é hora de voltar à vida real. Durante o resto do ano os momentos de lazer vividos neste período ficarão guardados na memória dos foliões, que já começam a esperar, ansiosos, pelo próximo ano, para deixarem a fantasia tomar conta.



http://br.mundopsicologos.com/artigos/carnaval-um-mundo-imaginario-de-liberacao





sábado, 4 de febrero de 2017

CARNAVAL



Oi pessoal,

Eis o artigo "História do Carnaval no Brasil".  Leiam-no e coloquem um comentario no blog acercadoconteúdo, depois procurem outras informações na internet sobre o Carnaval e levem-nas para a aula da quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017, vocês apresentarão essas informações para serem comentadas pelo grupo todo.


Início da prática do carnaval no Brasil: o entrudo
A história do carnaval no Brasil iniciou-se no Período Colonial. Uma das primeiras manifestações carnavalescas foi o entrudo, uma festa de origem portuguesa que, na colônia, era praticada pelos escravos. Estes saíam pelas ruas com seus rostos pintados, jogando farinha e bolinhas de água de cheiro nas pessoas. Tais bolinhas nem sempre eram cheirosas. O entrudo era considerado ainda uma prática violenta e ofensiva, em razão dos ataques às pessoas, mas era bastante popular.
Isso pode explicar o fato de as famílias mais abastadas não comemorarem com os escravos, ficando em suas casas. Porém, nesse espaço, havia brincadeiras, e as jovens moças das famílias de reputação ficavam nas janelas jogando águas nos transeuntes.
Por volta de meados do século XIX, no Rio de Janeiro, a prática do entrudo passou a ser criminalizada, principalmente após uma campanha contra a manifestação popular veiculada pela imprensa. Enquanto o entrudo era reprimido nas ruas, a elite do Império criava os bailes de carnaval em clubes e teatros. No entrudo, não havia músicas, ao contrário dos bailes da capital imperial, onde eram tocadas principalmente as polcas.
A elite do Rio de Janeiro criaria ainda as sociedades, cuja primeira foi o Congresso das Sumidades Carnavalescas, que passou a desfilar nas ruas da cidade. Enquanto o entrudo era reprimido, a alta sociedade imperial tentava tomar as ruas.

Cordões, ranchos e marchinhas
Todavia, as camadas populares não desistiram de suas práticas carnavalescas. No final do século XIX, buscando adaptarem-se às tentativas de disciplinamento policial, foram criados os cordões e ranchos. Os primeiros incluíam a utilização da estética das procissões religiosas com manifestações populares, como a capoeira e os zé-pereiras, tocadores de grandes bumbos. Os ranchos eram cortejos praticados principalmente pelas pessoas de origem rural.
As marchinhas de carnaval surgiram também no século XIX, e o nome originário mais conhecido é o de Chiquinha Gonzaga, bem como sua música O Abre-alas. O samba somente surgiria por volta da década de 1910, com a música Pelo Telefone, de Donga e Mauro de Almeida, tornando-se ao longo do tempo o legítimo representante musical do carnaval.
Afoxés, frevo e corsos
Na Bahia, os primeiros afoxés surgiram na virada do século XIX para o XX com o objetivo de relembrar as tradições culturais africanas. Os primeiros afoxés foram o Embaixada Africana e os Pândegos da África. Por volta do mesmo período, o frevo passou a ser praticado no Recife, e o maracatu ganhou as ruas de Olinda.
Ao longo do século XX, o carnaval popularizou-se ainda mais no Brasil e conheceu uma diversidade de formas de realização, tanto entre a classe dominante como entre as classes populares. Por volta da década de 1910, os corsos surgiram, com os carros conversíveis da elite carioca desfilando pela avenida Central, atual avenida Rio Branco. Tal prática durou até por volta da década de 1930.

Escolas de samba e Trio elétrico
Entre as classes populares, surgiram as escolas de samba na década de 1920. As primeiras escolas teriam sido a Deixa Falar, que daria origem à escola Estácio de Sá, e a Vai como Pode, futura Portela. As escolas de samba eram o desenvolvimento dos cordões e ranchos. A primeira disputa entre as escolas ocorreu em 1929.
As marchinhas conviveram em notoriedade com o samba a partir da década de 1930. Uma das mais famosas marchinhas foi Os cabelos da mulata, de Lamartine Babo e os Irmãos Valença. Essa década ficou conhecida como a era das marchinhas. Os desfiles das escolas de samba desenvolveram-se e foram obrigados a se enquadrar nas diretrizes do autoritarismo da Era Vargas. Os alvarás de funcionamento das escolas apareceram nessa década.
Em 1950, na cidade de Salvador, o trio elétrico surgiu após Dodô e Osmar utilizarem um antigo caminhão para colocar em sua caçamba instrumentos musicais por eles tocados e amplificados por alto-falante, desfilando pelas ruas da cidade. Eles fizeram um enorme sucesso. Todavia, o nome “trio elétrico” somente foi utilizado um ano depois, quando Temistócles Aragão foi convidado pelos dois.
O trio elétrico conheceria transformação em 1979, quando Morais Moreira adicionou o batuque dos afoxés à composição. Novo sucesso foi dado aos trios elétricos, que passaram a ser adotados em várias partes do Brasil.

O Sambódromo carioca e os desfiles
As escolas de samba e o carnaval carioca passaram a se tornar uma importante atividade comercial a partir da década de 1960. Empresários do jogo do bicho e de outras atividades empresariais legais começaram a investir na tradição cultural. A Prefeitura do Rio de Janeiro passou a colocar arquibancadas na avenida Rio Branco e a cobrar ingresso para ver o desfile. Em São Paulo, também houve o desenvolvimento do desfile de escolas de samba a partir desse período.
Em 1984, foi criada no Rio de Janeiro a Passarela do Samba, ou Sambódromo, sob o mandato do ex-governador Leonel Brizola. Com um desenho arquitetônico realizado por Oscar Niemeyer, a edificação passou a ser um dos principais símbolos do carnaval brasileiro.
O carnaval, além de ser uma tradição cultural brasileira, passou a ser um lucrativo negócio do ramo turístico e do entretenimento. Milhões de turistas dirigem-se ao país na época de realização dessa festa, e bilhões de reais são movimentados na produção e consumo dessa mercadoria cultural.

PINTO, Tales dos Santos. "História do Carnaval no Brasil"; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/carnaval/historia-do-carnaval-no-brasil.htm>.