viernes, 22 de febrero de 2019

CRONICAS BRASILEIRAS

 Boa tarde pessoal, Luis Fernando VeríssimoMillôr Fernandes

 Vamos continuar nosso trabalho da macro-tarefa.  Desta vez vamos revisar o que é uma crônica e logo vamos conhecer alguns cronistas brasileiros. 

 O que é Crônica?

Crônica é uma narrativa histórica que expõe os fatos seguindo uma ordem cronológica. A palavra crônica deriva do grego "chronos" que significa "tempo". Nos jornais e revistas, a crônica é uma narração curta escrita pelo mesmo autor e publicada em uma seção habitual do periódico, na qual são relatados fatos do cotidiano e outros assuntos relacionados a arte, esporte, ciência etc.

Os cronistas procuram descrever os eventos relatados na crônica de acordo com a sua própria visão crítica dos fatos, muitas vezes através de frases dirigidas ao leitor, como se estivesse estabelecendo um diálogo. Alguns tipos de crônicas são a jornalística, humorística, histórica, descritiva, narrativa, dissertativa, poética e lírica. Uma crônica relata acontecimentos de forma cronológica e várias obras da literatura são designadas com esse nome, como por exemplo: Crônica de um Amor Louco (de Charles Bukowski) e Crônica de uma Morte Anunciada (da autoria de Gabriel García Márquez).

A crônica argumentativa consiste em um tipo mais moderno de crônica, no qual o cronista expressa o seu ponto de vista em relação a uma problemática da sociedade. Neste caso específico, a ironia e o sarcasmo são frequentemente usados como instrumento para transmitir uma opinião e abordar um determinado assunto.

Na crônica humorística, o cronista escreve o texto apresentando uma visão irônica e bem humorada dos acontecimentos. Na literatura brasileira, escritores brasileiros que se destacam neste tipo de narrativa são Fernando Sabino, Luis Fernando Verissimo, Millôr Fernandes. Alguns outros famosos cronistas são Arnaldo Jabor, Martha Medeiros, Rubem Braga, entre outros.


Rubem Braga

Iniciou-se no jornalismo profissional ainda estudante, aos 15 anos, no Correio do Sul, de Cachoeiro de Itapemirim, fazendo reportagens e assinando crônicas diárias no jornal Diário da Tarde. Formou-se pela Faculdade de Direito de Belo Horizonte em 1932, mas não exerceu a profissão. Neste mesmo ano, cobriu a Revolução Constitucionalista deflagrada em São Paulo, na qual chegou a ser preso. Transferindo-se para o Recife, dirigiu a página de crônicas policiais no Diário de Pernambuco. Nesta cidade, fundou o periódico Folha do Povo. Em 1936 lançou seu primeiro livro de crônicas: O Conde e o Passarinho, e fundou em São Paulo a revista Problemas, além de outras. Durante a Segunda Guerra Mundial, atuou como correspondente de guerra junto à Força Expedicionária Brasileira.
Rubem Braga fez diversas viagens ao exterior, onde desempenhou função diplomática em Rabat, Marrocos, atuando também como correspondente de jornais brasileiros. Após seu regresso, exerceu o jornalismo em várias cidades do país, fixando domicílio no Rio de Janeiro, onde escreveu crônicas e críticas literárias para o Jornal Hoje, da Rede Globo. Sua vida como jornalista registra a colaboração em inúmeros periódicos, além da participação em várias antologias, entre elas a Antologia dos Poetas Contemporâneos.

Luis Fernando Veríssimo

Luis Fernando Veríssimo (1936) é um escritor brasileiro. Famoso por suas crônicas e contos de humor, é também jornalista, tradutor, roteirista de programas para televisão e músico. É filho do escritor Érico Veríssimo.
Luis Fernando Veríssimo (1936) nasceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, no dia 26 de setembro de 1936. Filho do escritor Érico Veríssimo e de Mafalda Halfen Volpe. Em 1941 sua família foi morar nos Estados Unidos, onde ele fez o curso primário em São Francisco e Los Angeles. Fez o curso secundário no Roosevelt High School, em Washington. Desenvolveu o gosto pelo Jazz, chegando a ter aulas de saxofone.
Em 1956, de volta ao Brasil, retornou para Porto Alegre, onde começou a trabalhar na Editora Globo, no departamento de artes. Em 1960 passou a integrar o conjunto musical Renato e seu Sexteto. Mudou-se para o Rio de Janeiro, onde trabalhou como tradutor e redator publicitário. Em 1963 casou-se com a carioca Lúcia Helena Massa , com quem teve três filhos.
Em 1967, voltou para Porto Alegre, ingressou no jornal Zero Hora, trabalhando como revisor de textos. A partir de 1969 passou a assinar sua própria coluna diária. No mesmo ano começou a redigir para a agência de publicidade MPM Propaganda.
Entre 1970 e 1975 trabalhou no jornal Folha da Manhã, escrevendo sobre esporte, música, cinema, literatura e política. Seus contos eram sempre bem humorados. Em 1973 publicou "O Popular", uma coletânea de textos já publicados nos jornais onde trabalhava.
Em 1975 retornou ao jornal Zero Hora e passou a escrever para o Jornal do Brasil. Nesse mesmo ano publicou "A Grande Mulher Nua". Em 1979 publica "Ed Mort e Outras Histórias", livro de crônicas, cujo personagem viria a ser um dos mais populares de sua obra. Entre 1980 e 1981 morou em Nova Iorque, época em que escreveu "Traçando Nova Iorque".
Luis Fernando Veríssimo lança em 1981, na Feira do Livro de Porto Alegre, o livro de crônicas "O Analista de Bagé", que se esgotou em dois dias. Entre 1982 e 1989, foi redator semanal, com artigos bem humorados, para a revista Veja. Em 1994 publica "Comédias da Vida Privada", que foi adaptada para uma minissérie na televisão. Em 1995 passou a integrar o grupo Jazz 6, que lançou os CDs "Agora é Hora" (1997), "Speak Low" (2000), "A Bossa do Jazz" (2003) e "Four" (2006).
Em 2003, seu livro "Clube dos Anjos", na versão em inglês (The Club of Angels), foi escolhido pela New York Public Library, um dos 25 melhores livros do ano. Em 2004 recebeu o Prix Deus Oceans do Festival de Culturas Latinas de Biarritz, França. Recebeu o prêmio Juca Pato e foi considerado o Intelectual do ano pela União Brasileira de Escritores em 1997.
No dia 21 de novembro de 2012, o escritor foi internado no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, em consequência do agravamento de uma gripe do tipo influenza A. Durante 24 dias de internação, 12 foram passados na UTI. Já recuperado, recebeu alta no dia 14 de dezembro. No dia 3 de janeiro, escreve sua primeira coluna para o jornal Estado de São Paulo.

Millôr Fernandes


Millôr Fernandes (1923-2012) foi um desenhista, humorista, tradutor, escritor e dramaturgo brasileiro. Era um artista com múltiplas funções e atividades. Escreveu nas revistas "O Cruzeiro e "O Pasquim".
Millôr Fernandes (1923-2012) nasceu no bairro do Méier, no Rio de Janeiro, no dia 16 de agosto de 1923. Filho de um engenheiro, deveria ter se chamado Milton, mas a caligrafia do tabelião o fez Millôr. Ficou órfão de pai quando tinha 2 anos de idade. Passou a infância ao lado da mãe e de 3 irmãos. Aos 12 anos perdeu a mãe e foi morar na casa do tio.
O grande incentivador da carreira de Millôr foi o seu tio, Antônio Viola, que o levou a publicar desenhos no periódico "O Jornal". Com 15 anos já se empregara como repaginador e contínuo na revista "O Cruzeiro". A primeira oportunidade de exibir seu talento foi com a convocação para preencher o espaço vago de publicidade em quatro páginas da revista coirmã "A Cigarra". Ele deu o nome de “Poste-Escrito” ao conjunto do trabalho.
Millôr assinava como "Vão Gôgo", alcunha que usaria inclusive em seu período áureo na revista O Cruzeiro, entre 1945 e início dos anos 60. Sua coluna "O Pif-Paf" (que depois viraria revista à parte, de vida breve) foi um dos carros-chefe da maior publicação nacional do período. Já confiante, assumiu seu nome de certidão.
Como desenhista, dividiu o primeiro lugar com o americano Saul Steinberg, em um concurso realizado na Exposição Internacional do Museu da Caricatura de Buenos Aires, em 1956. No outro ano, ganhou exposição individual em obras apresentadas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.
Millôr teve uma prolífica atuação como colunista da revista Veja, de 1968 a 1982, e em uma segunda fase, de 2004 a 2009. Ajudou a criar O Pasquim, o tabloide incendiário que fustigava a ditadura militar. No governo de Leonel Brizola fez propaganda política na sua seção da revista Veja.
Millôr Fernandes também atuou como dramaturgo e tradutor, nesta última atividade, traduziu obras de Shakespeare, Molieré, Brecht e Tennessee Williams.
Millôr Fernandes faleceu no Rio de Janeiro, vítima de parada cardiorrespiratória, no dia 27 de março de 2012.

Exercício.  Depois de ter lido o texto acima, postem seu comentário no blog e procurem alguma crônica de um dos cronistas mencionados para relatá-la na quinta-feira da próxima semana. Lembrem-se que uma das atividades da macro-tarefa será escrever uma crônica própria.