sábado, 24 de noviembre de 2018
sábado, 1 de septiembre de 2018
ESCREVER CARTAS
Oi pessoal ,
A seguinte Macro-tarefa com a que vamos trabalhar é "Escrever uma carta de apresentação para trabalho".
Tarefa 1. Revise o vídeo "Como escrever uma carta de apresentação" com Joicy Britts em Youtube.
e o vídeo "Como escrever um bom curriculo" do Canal Coaching em Youtube também.
Façã isso para a quarta-feira, 5 de setembro. Bom fim-de-semana.
A seguinte Macro-tarefa com a que vamos trabalhar é "Escrever uma carta de apresentação para trabalho".
Tarefa 1. Revise o vídeo "Como escrever uma carta de apresentação" com Joicy Britts em Youtube.
e o vídeo "Como escrever um bom curriculo" do Canal Coaching em Youtube também.
Façã isso para a quarta-feira, 5 de setembro. Bom fim-de-semana.
domingo, 26 de agosto de 2018
LENDAS BRASILEIRAS
Boa tarde pessoal,
Desta vez vou pedir-lhes que busquem em YouTube três lenguas brasileiras: O Boto, A Iara, Curupira.
Assistam os três vídeos e escutem com atenção os relatos das lendas. Depois coloquem seus comentários no blog antes da quarta-feira, nesse dia vocês vão contar as três lendas.
Desta vez vou pedir-lhes que busquem em YouTube três lenguas brasileiras: O Boto, A Iara, Curupira.
Assistam os três vídeos e escutem com atenção os relatos das lendas. Depois coloquem seus comentários no blog antes da quarta-feira, nesse dia vocês vão contar as três lendas.
domingo, 19 de agosto de 2018
O MUNDO LUSÓFONO E SUAS LENDAS
Bom dia pessoal,

Para continuarmos nosso trabalho da primeira macrotarefa deste semestre, vamos ler um pouco acerca do que são as lendas e logo algumas de diferentes países do mundo lusófono.
Exercício. Leiam os textos abaixo para depois colocar um breve comentário no blog, isto para terça-feira.
O que é uma lenda?
A lenda da vitória-régia é uma lenda brasileira de origem indígena tupi-guarani.
Para continuarmos nosso trabalho da primeira macrotarefa deste semestre, vamos ler um pouco acerca do que são as lendas e logo algumas de diferentes países do mundo lusófono.
Exercício. Leiam os textos abaixo para depois colocar um breve comentário no blog, isto para terça-feira.
O que é uma lenda?
Lenda é uma narrativa fantasiosa transmitida pela tradição oral através dos tempos.
De caráter fantástico e/ou fictício, as lendas combinam fatos reais e históricos com fatos irreais que são meramente produto da imaginação aventuresca humana. Uma lenda pode ser também verdadeira, o que é muito importante.
Com exemplos bem definidos em todos os países do mundo, as lendas geralmente fornecem explicações plausíveis, e até certo ponto aceitáveis, para coisas que não têm explicações científicas comprovadas, como acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais. Podemos entender que lenda é uma degeneração do Mito. Como diz o dito popular "Quem conta um conto aumenta um ponto", as lendas, pelo fato de serem repassadas oralmente de geração a geração, sofrem alterações à medida que são contadas.
Lendas no Brasil são inúmeras, influenciadas diretamente pela miscigenação na origem do povo brasileiro. Devemos levar em conta que uma lenda não significa uma mentira, nem tão pouco uma verdade absoluta, o que devemos considerar é que uma história para ser criada, defendida e o mais importante, ter sobrevivido na memória das pessoas, ela deve ter no mínimo uma parcela de fatos verídicos.
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lenda
Há muitos anos, em uma tribo indígena, contava-se que a lua (Jaci, para os índios) era uma deusa que ao despontar a noite, beijava e enchia de luz os rostos das mais belas virgens índias da aldeia - as cunhantãs-moças. Sempre que ela se escondia atrás das montanhas, levava para si as moças de sua preferência e as transformava em estrelas no firmamento.
Uma linda jovem virgem da tribo, a guerreira Naiá, vivia sonhando com este encontro e mal podia esperar pelo grande dia em que seria chamada por Jaci. Os anciãos da tribo alertavam Naiá: depois de seu encontro com a sedutora deusa, as moças perdiam seu sangue e sua carne, tornando-se luz - viravam as estrelas do céu. Mas quem a impediria? Naiá queria porque queria ser levada pela lua. À noite, perambulava pelas montanhas atrás dela, sem nunca alcançá-la. Todas as noites eram assim, e a jovem índia definhava, sonhando com o encontro, sem desistir. Não comia e nem bebia nada. Tão obcecada ficou que não havia pajé que lhe desse jeito.
Um dia, tendo parado para descansar à beira de um lago, viu em sua superfície a imagem da deusa amada: a lua refletida em suas águas. Cega pelo seu sonho, lançou-se ao fundo e se afogou. A lua, compadecida, quis recompensar o sacrifício da bela jovem índia, e resolveu transformá-la em uma estrela diferente de todas aquelas que brilham no céu. Transformou-a então numa "Estrela das Águas", única e perfeita, que é a planta vitória-régia. Assim, nasceu uma linda planta cujas flores perfumadas e brancas só abrem à noite, e ao nascer do sol ficam rosadas.
A lenda do Galo de Barcelos narra a intervenção milagrosa de um galo morto na prova da inocência de um homem erradamente acusado. Está associada ao monumento seiscentista que faz parte do espólio do Museu Arqueológico, situado no Paço dos Condes de Barcelos.
Um dia, os habitantes de Barcelos andavam alarmados com um crime, do qual ainda não se tinha descoberto o criminoso que o cometera. Certo dia, apareceu um galego que se tornou suspeito. As autoridades resolveram prendê-lo, apesar dos seus juramentos de inocência, que estava apenas de passagem em peregrinação a Santiago de Compostela, em cumprimento duma promessa.
Condenado à forca, o homem pediu que o levassem à presença do juiz que o condenara. Concedida a autorização, levaram-no à residência do magistrado, que nesse momento se banqueteava com alguns amigos. O galego voltou a afirmar a sua inocência e, perante a incredulidade dos presentes, apontou para um galo assado que estava sobre a mesa e exclamou:
- "É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem!
O juiz empurrou o prato para o lado e ignorou o apelo, mas quando o peregrino estava a ser enforcado, o galo assado ergueu-se na mesa e cantou. Compreendendo o seu erro, o juiz correu para a forca e descobriu que o galego se salvara graças a um nó mal feito. O homem foi imediatamente solto e mandado em paz.
Alguns anos mais tarde, o galego teria voltado a Barcelos para esculpir o Monumento do Senhor do Galo em louvor à Virgem Maria e a Santiago Maior, monumento que se encontra no Museu Arqueológico de Barcelos.
NOZ-DE-COLA
Em toda a África Ocidental, os jovens, os velhos, os homens, as mulheres, todo mundo gosta de lambiscar noz-de-cola, uma frutinha muito por lá. Os velhos, especialmente, têm sempre uma, duas ou três no fundo do bolso...
De manhã, a gente o que tem de saber de manhã. De noite, a gente sabe o que tem de saber de noite. Quem cultiva a terra conhece a paciência.
Naquele dia, Noz-de-Cola cultivava o pedaço de terra que ele havia limpado. Preparava o solo para plantar inhame, afogando com sua daba. Não muito longe dali, havia uns gênios dos campos. Mal ouviram o barulho da daba revolvendo o solo, perguntaram:
- Quem está trabalhando este roçado?
Noz-de-cola respondeu:
- Sou eu! Desmatei, limpei e agora estou preparando a terra para plantar inhame.
Os gênios chamaram imediatamente seus filhos e foram ajudar Noz-de-Cola. Antes tinha terminado. Era meio-dia em ponto quando Noz-de-Cola, feliz da vida, voltou para a aldeia.
Depois, quando Noz-de-Cola foi plantar seu inhame, a mesma coisa aconteceu: os gênios dos campos e seus filhos vieram acudi-lo.
Depois, quando Noz-de-Cola votou à sua roça para capinar em torno dos pés de inhame, os gênios, que continuavam por lá, perguntaram:
- Quem está trabalhando este roçado?
- Sou eu, Noz-de-Cola, capinando em torno dos meus pés de inhame.
No mesmo instante, os gênios vieram ajudar Noz-de-Cola e capinaram rapidinho em torno dos inhames.
Agora Noz-de-Cola podia esperar o tempo passar até que chegasse a hora de colher seus inhames. Por isso, ele viajou ao sul e ao leste para visitar o povo da água e o povo da floresta, deixando a roça aos cuidados da sua mulher.
Um dia, quando ela vigiava a roça como filhinho nas costas e apanhava lenha, o menino começou a chorar. Para acalmá-lo, ela quis catar um pequeno inhame, um inhame miudinho que ainda não tinha tido tempo de crescer.
Quando desenterrava esse pequeno inhame para dar ao neném, os gênios dos campos perguntaram:
- Quem está cavando aí?
Ela respondeu:
- Sou eu, a mulher de Noz-de-Cola. Estou desenterrando um inhamezinho para acalmar meu bebê.
No mesmo instante, os gênios e seus filhos vieram ajudar a mulher de Noz-de-Cola e logo tiraram do chão todos os inhames miúdos, amontoando-os na beira do campo.
A mulher de Noz-de-Cola, ao ver aquele desastre, pôs-se a chorar. E ainda chorava quando Noz-de-Cola voltou da viagem. Ele perguntou:
- Está chorando por quê?
Ela explicou. Fulo da vida, ele lhe deu uma bofetada. Os gênios dos campos, que continuavam por lá, ouviram o barulho da bofetada e perguntaram:
- Quem está batendo assim?
- Sou eu, Noz-de-Cola, esbofeteando minha mulher.
No mesmo instante, os gênios e seus filhos vieram ajudar Noz-de-Cola. Eles bateram tanto, que mataram a mulher.
Noz-de-Cola nem precisou interrogar o cadáver para entender de que ela tinha morrido! Desatou a chorar. Foi então que um mosquito veio picá-lo no braço. Para defender-se, ele deu um tapa com toda a força no lugar da picada, mas sem acertar o inseto. Os gênios dos campos, que continuavam pó lá, perguntaram:
- Quem está batendo assim?
- Sou eu, Noz-de-Cola, tentando matar um mosquito que veio me picar.
No mesmo instante, os gênios e seus filhos vieram ajudar Noz-de-Cola, desferindo-lhe uma saraivada de tapas.
Ainda bem que Noz-de-Cola era rápido na corrida. Conseguiu chegar à aldeia em disparada e refugiar-se no bolso de um velho. É por isso que, desde então, sempre tem uma noz-de-cola no bolso dos velhos.
Fonte: https://br.search.yahoo.com/search
Exercício. Depois de ter lido as lendas e colocado um comentário no blog, procure uma lenda de qualquer país lusófono para relatá-la na sala de aula na quarta-feira, 22 de agosto.
lunes, 7 de mayo de 2018
O INTERCAMBIO ACADÉMICO ENTRE UNIVERSIDADES
Oi pessoal,Como bem sabem a Universidad Nacional Autónoma de México tem assinado muitos convênios de intercâmbio acadêmico com várias universidades brasileiras e de outros países. Portanto, vocês têm a grande oportunidade de participar desse programa de acordo com seus interesses de estudo de pós-graduação. Um aspecto importante é que vocês estão aprendendo a língua portuguesa.

Para a macro-tarefa que vamos desenvolver nesta semana e na próxima, peço-lhes revisem o conteúdo dos días 23 de março, 13 de agosto e 20 de agosto de 2017 deste blog. Além de ler esse conteúdo, peço-lhes buscar informação acerca dos estudos de pós-graduação da sua área de interesse oferecidos pelas universidades brasileiras. Na aula da segunda-feira, 14 de maio de 2018, conversaremos amplamente sobre o tema.
viernes, 13 de abril de 2018
UMA PITADA DE POESIA LUSÓFONA
Oi pessoal,
Vamos continuar nossa macro-tarefa "Uma pitada de poesia lusófona". Eis alguns poemas de diversos autores brasileiros, portugueses, angolanos e moçambicanos.
Exercício. Leiam os poemas e procurem informação sobre os autores e tragam outros poemas para a quarta-feira 18 de abril. Não se esqueçam de postar seu comentário no blog.
Aninha e suas pedras
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede.
Cora Coralina
Vamos continuar nossa macro-tarefa "Uma pitada de poesia lusófona". Eis alguns poemas de diversos autores brasileiros, portugueses, angolanos e moçambicanos.
Exercício. Leiam os poemas e procurem informação sobre os autores e tragam outros poemas para a quarta-feira 18 de abril. Não se esqueçam de postar seu comentário no blog.
O Relógio
Ao redor da vida do homem
há certas caixas de vidro,
dentro das quais, como em jaula,
se ouve palpitar um bicho.
há certas caixas de vidro,
dentro das quais, como em jaula,
se ouve palpitar um bicho.
Se são jaulas não é certo;
mais perto estão das gaiolas
ao menos, pelo tamanho
e quadradiço de forma.
mais perto estão das gaiolas
ao menos, pelo tamanho
e quadradiço de forma.
Umas vezes, tais gaiolas
vão penduradas nos muros;
outras vezes, mais privadas,
vão num bolso, num dos pulsos.
vão penduradas nos muros;
outras vezes, mais privadas,
vão num bolso, num dos pulsos.
Mas onde esteja: a gaiola
será de pássaro ou pássara:
é alada a palpitação,
a saltação que ela guarda;
será de pássaro ou pássara:
é alada a palpitação,
a saltação que ela guarda;
e de pássaro cantor,
não pássaro de plumagem:
pois delas se emite um canto
de uma tal continuidade.
não pássaro de plumagem:
pois delas se emite um canto
de uma tal continuidade.
João Cabral de Melo Neto
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede.
Cora Coralina
Língua portuguesa
Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...
Amo-te assim, desconhecida e obscura.
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela,
E o arrolo da saudade e da ternura!
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela,
E o arrolo da saudade e da ternura!
Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
em que da voz materna ouvi: "meu filho!",
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!
Olavo Bilac
O Espelho
Esse que em mim envelhece
assomou ao espelho
a tentar mostrar que sou eu.
assomou ao espelho
a tentar mostrar que sou eu.
Os outros de mim,
fingindo desconhecer a imagem,
deixaram-me a sós, perplexo,
com meu súbito reflexo.
fingindo desconhecer a imagem,
deixaram-me a sós, perplexo,
com meu súbito reflexo.
A idade é isto: o peso da luz
com que nos vemos.
com que nos vemos.
Mia Couto
por milhentos caminhos
do meu desejo
passam sombras a tactear o nada;
vão
esforçadas na incerteza
por abraçar
os pontos de interrogação da existência.
atravessam-me
arrastando
à laia de glória
grilhetas e cadeias
com estúpidos sorrisos.
são os homens
que chegaram
e se não acharam
e os angustiados
que se ultrapassaram na vida
e se perderam na confusão;
e os que estão vindo
titubeantes
para este mundo
desconhecido dos que já chegaram
passam por mim
e eu sigo-os através de mim.
lá vamos nós!
as sombras sem querer
com os sentidos anestesiados
como a praia que quer ser onda
alar-se em vida
na imensidade
sentir no peito
a violência das quilhas dos navios
recolher a angústia
e os últimos suspiros dos náufragos
e ficou apenas praia
a sorver ondas
e a contemplar estática
o movimento de além.
as sombras
que se esvaíram no tempo
deixaram-me
esta ânsia
e o eco múltiplo
do tilintar das suas cadeias;
às que hão-de vir
mostrarei essas cadeias quebradas
e com elas repartirei
o meu desejo de ser onda
neste desfile dos tristes
que se perdem.
seguem
rojando-se em esperanças
interrogando à morte
o que é a vida
elas vão longe
ainda vêm longe
e eu sigo-me através de mim.
Agostinho Neto
domingo, 18 de febrero de 2018
Arte Moderna no Brasil
Oi pessoal,
Depois de ter falado sobre vários aspectos da História do Brasil (descobrimento e colônia), acho adequado abordar o tema da arte que está estreitamente vinculada a aspectos históricos do Brasil.
Exercício. Vamos ler o texto a seguir sobre a Semana de Arte Moderna e ver o vídeo como o mesmo nome em Youtube. Depois postem um comentário no blog.
A Semana de
Arte Moderna foi uma manifestação artístico-cultural que ocorreu no Teatro
Municipal em São Paulo durante os dias 11 a 18 de fevereiro de 1922.
O evento reuniu diversas apresentações de dança,
música, recital de poesias, exposição de obras (pintura e escultura) e
palestras.
Os artistas envolvidos propunham uma nova visão de
arte, a partir de uma estética inovadora inspirada nas vanguardas europeias.
Juntos, eles visavam uma renovação social e artística
no país e que foi deflagrada pela "Semana de 22".
O evento chocou grande parte da população e trouxe à
tona uma nova visão sobre os processos artísticos, bem como a apresentação de
uma arte “mais brasileira”.
Houve um rompimento com a arte acadêmica, inaugurando
assim, uma revolução estética e o Movimento Modernista no Brasil.
Mário de Andrade foi uma das figuras centrais e
principal articulador da Semana de Arte Moderna de 22. Ele esteve ao lado de
outros organizadores: o escritor Oswald de Andrade e o artista plástico Di
Cavalcanti.
Características da
Semana de Arte Moderna
Uma vez que o intuito principal desses artistas era
chocar o público e trazer à tona outras maneiras de sentir, ver e fruir a arte,
as características desse momento foram:
Ausência de formalismo; Ruptura com academicismo e
tradicionalismo; Crítica ao modelo parnasiano; Influência das vanguardas
artísticas europeias (futurismo, cubismo, dadaísmo, surrealismo, expressionismo);
Valorização da identidade e cultura brasileira; Fusão de influências externas
aos elementos brasileiros; Experimentações estéticas; Liberdade de expressão; Aproximação
da linguagem oral, com utilização da linguagem coloquial e vulgar; Temáticas nacionalistas
e cotidianas.
A Semana de 1922:
Resumo
No centenário da Independência do país, ocorrida em
1822, o Brasil passava por diversas modificações sociais, políticas e
econômicas (advento da industrialização, fim da primeira guerra mundial, etc.).
Surge a necessidade de recorrer a uma nova estética, e
daí nasce a "Semana de Arte Moderna".
Ela esteve composta por artistas, escritores, músicos
e pintores que buscavam inovações estéticas. O intuito era criar uma maneira de
romper com os parâmetros que vigoravam nas artes em geral.
A maioria dos artistas era descendente das oligarquias
cafeeiras de São Paulo, que junto aos fazendeiros de Minas, formavam uma
política que ficou conhecida como “Café com Leite”.
Esse fator foi determinante para a realização do
evento, uma vez que foi respaldado pelo governo de Washington Luís, na época
governador do Estado de São Paulo.
Além disso, a maioria dos artistas, os quais possuíam
possibilidades financeiras para viajar e estudar na Europa, trouxeram para o país diversos modelos artísticos.
Assim, unidos à arte brasileira, foi se formando o movimento modernista no
Brasil.
Com isso, São Paulo demostrava (em confronto com o Rio
de Janeiro) novos horizontes e uma figura de protagonismo na cena cultural
brasileira.
Para Di Cavalcanti, a semana de arte: “seria uma
semana de escândalos literários e artísticos, de meter os estribos na barriga
da burguesiazinha paulista”.
Foi assim que durante três dias (13, 15 e 17 de
fevereiro) essa manifestação artística, política e cultural reuniu jovens
artistas irreverentes e contestadores.
O evento foi inaugurado pela palestra do escritor
Graça Aranha: “A emoção estética da Arte Moderna”; seguido de apresentações
musicais e exposições artísticas.
No segundo dia, houve apresentação musical, palestra
do escritor e artista plástico Menotti del Picchia e a leitura do poema “Os
Sapos” de Manuel Bandeira, por Ronald Carvalho.
Por fim, no terceiro dia, teve uma apresentação
musical com mistura de instrumentos, exibida pelo carioca Villa Lobos.
Alguns artistas que participaram da Semana de Arte
Moderna de 1922 foram:
Mário de Andrade (1893-1945), Oswald de Andrade
(1890-1954), Graça Aranha (1868-1931), Tarsila
do Amaral (1886-1973), Victor Brecheret (1894-1955), Plínio Salgado
(1895-1975), Anita Malfatti (1889-1964), Menotti Del Picchia (1892-1988), Ronald
de Carvalho (1893-1935), Guilherme de Almeida (1890-1969), Sérgio Milliet
(1898-1966), Heitor Villa-Lobos (1887-1959), Tácito de Almeida (1889-1940), Di
Cavalcanti (1897- 1976).
A crítica ao movimento foi severa, as pessoas ficaram
desconfortáveis com tais apresentações e não conseguiram compreender a nova
proposta de arte. Os artistas envolvidos chegaram a ser comparados aos doentes
mentais e loucos.
Com isso, ficou claro que faltava uma preparação da
população para a recepção de tais modelos artísticos.
Monteiro Lobato foi um dos escritores que atacou com
veemência as ações da Semana de 22.
Ele publicou um artigo criticando as obras da pintora
Anita Malfatti:
“Há duas
espécies de artistas. Uma composta dos que vêem normalmente as coisas (..) A outra espécie é formada pelos que vêem
anormalmente a natureza e interpretam-na à luz de teorias efêmeras, sob a
sugestão estrábica de escolas rebeldes, surgidas cá e lá como furúnculos da
cultura excessiva. (...) Embora eles se dêem como novos, precursores de uma
arte a vir, nada é mais velho do que a arte anormal ou teratológica: nasceu com
a paranóia e com a mistificação(...) Essas considerações são provocadas pela
exposição da senhora Malfatti onde se notam acentuadíssimas tendências para uma
atitude estética forçada no sentido das extravagâncias de Picasso e companhia”.
Após a Semana de Arte Moderna, considerada um dos
marcos mais importantes na história cultural do Brasil, foram criadas inúmeras
revistas, movimentos e manifestos.
A partir disso, diversos grupos de artistas se reuniam
com o intuito de disseminar esse novo modelo. Destacam-se: Revista Klaxon
(1922), Revista Estética (1924), Movimento Pau Brasil (1924), Movimento
Verde-Amarelo (1924), A Revista (1925), Manifesto Regionalista (1926), Terra
Roxa (1927), Outras Terras (1927), Revista de Antropofagia (1928), Movimento
Antropofágico (1928).
Fonte: https://www.todamateria.com.br/semana-de-arte-moderna/
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