Para continuarmos nosso trabalho da primeira macrotarefa deste semestre, vamos ler um pouco acerca do que são as lendas e logo algumas de diferentes países do mundo lusófono.
Exercício. Leiam os textos abaixo para depois colocar um breve comentário no blog, isto para terça-feira.
O que é uma lenda?
Lenda é uma narrativa fantasiosa transmitida pela tradição oral através dos tempos.
De caráter fantástico e/ou fictício, as lendas combinam fatos reais e históricos com fatos irreais que são meramente produto da imaginação aventuresca humana. Uma lenda pode ser também verdadeira, o que é muito importante.
Com exemplos bem definidos em todos os países do mundo, as lendas geralmente fornecem explicações plausíveis, e até certo ponto aceitáveis, para coisas que não têm explicações científicas comprovadas, como acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais. Podemos entender que lenda é uma degeneração do Mito. Como diz o dito popular "Quem conta um conto aumenta um ponto", as lendas, pelo fato de serem repassadas oralmente de geração a geração, sofrem alterações à medida que são contadas.
Lendas no Brasil são inúmeras, influenciadas diretamente pela miscigenação na origem do povo brasileiro. Devemos levar em conta que uma lenda não significa uma mentira, nem tão pouco uma verdade absoluta, o que devemos considerar é que uma história para ser criada, defendida e o mais importante, ter sobrevivido na memória das pessoas, ela deve ter no mínimo uma parcela de fatos verídicos.
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lenda
Há muitos anos, em uma tribo indígena, contava-se que a lua (Jaci, para os índios) era uma deusa que ao despontar a noite, beijava e enchia de luz os rostos das mais belas virgens índias da aldeia - as cunhantãs-moças. Sempre que ela se escondia atrás das montanhas, levava para si as moças de sua preferência e as transformava em estrelas no firmamento.
Uma linda jovem virgem da tribo, a guerreira Naiá, vivia sonhando com este encontro e mal podia esperar pelo grande dia em que seria chamada por Jaci. Os anciãos da tribo alertavam Naiá: depois de seu encontro com a sedutora deusa, as moças perdiam seu sangue e sua carne, tornando-se luz - viravam as estrelas do céu. Mas quem a impediria? Naiá queria porque queria ser levada pela lua. À noite, perambulava pelas montanhas atrás dela, sem nunca alcançá-la. Todas as noites eram assim, e a jovem índia definhava, sonhando com o encontro, sem desistir. Não comia e nem bebia nada. Tão obcecada ficou que não havia pajé que lhe desse jeito.
Um dia, tendo parado para descansar à beira de um lago, viu em sua superfície a imagem da deusa amada: a lua refletida em suas águas. Cega pelo seu sonho, lançou-se ao fundo e se afogou. A lua, compadecida, quis recompensar o sacrifício da bela jovem índia, e resolveu transformá-la em uma estrela diferente de todas aquelas que brilham no céu. Transformou-a então numa "Estrela das Águas", única e perfeita, que é a planta vitória-régia. Assim, nasceu uma linda planta cujas flores perfumadas e brancas só abrem à noite, e ao nascer do sol ficam rosadas.
A lenda do Galo de Barcelos narra a intervenção milagrosa de um galo morto na prova da inocência de um homem erradamente acusado. Está associada ao monumento seiscentista que faz parte do espólio do Museu Arqueológico, situado no Paço dos Condes de Barcelos.
Um dia, os habitantes de Barcelos andavam alarmados com um crime, do qual ainda não se tinha descoberto o criminoso que o cometera. Certo dia, apareceu um galego que se tornou suspeito. As autoridades resolveram prendê-lo, apesar dos seus juramentos de inocência, que estava apenas de passagem em peregrinação a Santiago de Compostela, em cumprimento duma promessa.
Condenado à forca, o homem pediu que o levassem à presença do juiz que o condenara. Concedida a autorização, levaram-no à residência do magistrado, que nesse momento se banqueteava com alguns amigos. O galego voltou a afirmar a sua inocência e, perante a incredulidade dos presentes, apontou para um galo assado que estava sobre a mesa e exclamou:
- "É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem!
O juiz empurrou o prato para o lado e ignorou o apelo, mas quando o peregrino estava a ser enforcado, o galo assado ergueu-se na mesa e cantou. Compreendendo o seu erro, o juiz correu para a forca e descobriu que o galego se salvara graças a um nó mal feito. O homem foi imediatamente solto e mandado em paz.
Alguns anos mais tarde, o galego teria voltado a Barcelos para esculpir o Monumento do Senhor do Galo em louvor à Virgem Maria e a Santiago Maior, monumento que se encontra no Museu Arqueológico de Barcelos.
NOZ-DE-COLA
Em toda a África Ocidental, os jovens, os velhos, os homens, as mulheres, todo mundo gosta de lambiscar noz-de-cola, uma frutinha muito por lá. Os velhos, especialmente, têm sempre uma, duas ou três no fundo do bolso...
De manhã, a gente o que tem de saber de manhã. De noite, a gente sabe o que tem de saber de noite. Quem cultiva a terra conhece a paciência.
Naquele dia, Noz-de-Cola cultivava o pedaço de terra que ele havia limpado. Preparava o solo para plantar inhame, afogando com sua daba. Não muito longe dali, havia uns gênios dos campos. Mal ouviram o barulho da daba revolvendo o solo, perguntaram:
- Quem está trabalhando este roçado?
Noz-de-cola respondeu:
- Sou eu! Desmatei, limpei e agora estou preparando a terra para plantar inhame.
Os gênios chamaram imediatamente seus filhos e foram ajudar Noz-de-Cola. Antes tinha terminado. Era meio-dia em ponto quando Noz-de-Cola, feliz da vida, voltou para a aldeia.
Depois, quando Noz-de-Cola foi plantar seu inhame, a mesma coisa aconteceu: os gênios dos campos e seus filhos vieram acudi-lo.
Depois, quando Noz-de-Cola votou à sua roça para capinar em torno dos pés de inhame, os gênios, que continuavam por lá, perguntaram:
- Quem está trabalhando este roçado?
- Sou eu, Noz-de-Cola, capinando em torno dos meus pés de inhame.
No mesmo instante, os gênios vieram ajudar Noz-de-Cola e capinaram rapidinho em torno dos inhames.
Agora Noz-de-Cola podia esperar o tempo passar até que chegasse a hora de colher seus inhames. Por isso, ele viajou ao sul e ao leste para visitar o povo da água e o povo da floresta, deixando a roça aos cuidados da sua mulher.
Um dia, quando ela vigiava a roça como filhinho nas costas e apanhava lenha, o menino começou a chorar. Para acalmá-lo, ela quis catar um pequeno inhame, um inhame miudinho que ainda não tinha tido tempo de crescer.
Quando desenterrava esse pequeno inhame para dar ao neném, os gênios dos campos perguntaram:
- Quem está cavando aí?
Ela respondeu:
- Sou eu, a mulher de Noz-de-Cola. Estou desenterrando um inhamezinho para acalmar meu bebê.
No mesmo instante, os gênios e seus filhos vieram ajudar a mulher de Noz-de-Cola e logo tiraram do chão todos os inhames miúdos, amontoando-os na beira do campo.
A mulher de Noz-de-Cola, ao ver aquele desastre, pôs-se a chorar. E ainda chorava quando Noz-de-Cola voltou da viagem. Ele perguntou:
- Está chorando por quê?
Ela explicou. Fulo da vida, ele lhe deu uma bofetada. Os gênios dos campos, que continuavam por lá, ouviram o barulho da bofetada e perguntaram:
- Quem está batendo assim?
- Sou eu, Noz-de-Cola, esbofeteando minha mulher.
No mesmo instante, os gênios e seus filhos vieram ajudar Noz-de-Cola. Eles bateram tanto, que mataram a mulher.
Noz-de-Cola nem precisou interrogar o cadáver para entender de que ela tinha morrido! Desatou a chorar. Foi então que um mosquito veio picá-lo no braço. Para defender-se, ele deu um tapa com toda a força no lugar da picada, mas sem acertar o inseto. Os gênios dos campos, que continuavam pó lá, perguntaram:
- Quem está batendo assim?
- Sou eu, Noz-de-Cola, tentando matar um mosquito que veio me picar.
No mesmo instante, os gênios e seus filhos vieram ajudar Noz-de-Cola, desferindo-lhe uma saraivada de tapas.
Ainda bem que Noz-de-Cola era rápido na corrida. Conseguiu chegar à aldeia em disparada e refugiar-se no bolso de um velho. É por isso que, desde então, sempre tem uma noz-de-cola no bolso dos velhos.
Fonte: https://br.search.yahoo.com/search
Exercício. Depois de ter lido as lendas e colocado um comentário no blog, procure uma lenda de qualquer país lusófono para relatá-la na sala de aula na quarta-feira, 22 de agosto.
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ResponderEliminarA creação de lendas nas diferentes comunidades no mundo-todo é parte muito importante da cultura e vida quotidiana das pessoas.
ResponderEliminarNós como seres humanos tendemos a acreditar em algo (coisa ou pessoa), para explicar situações e acontecimentos importantes de cada sociedade.
É muito bonito ler ou ouvir lendas do nosso pais como também de outras regiões porque nós da novas visões de mundo e varias maneiras de interpretar as coisas.
Gostei muito do dito popular "Quem conta um conto aumenta um ponto", acho que é certo porque há lendas que se contam de geração em geração e que vão adotando ideas do tempo em que são contadas, um exemplo é a lenda da chorangueira que tinha sido contada por um logo tempo e existen muitas versões.
ResponderEliminarUma parte importante do ser humano é a parte da crença no misterioso, nos fatos que dão adesão, é por isso que acho que as lendas são inventadas.
Gostei muito da lenda da vitoria-regia porque tem de fundo um pensamento de criação mágica do mundo.
Gostei muito da primeira. As lendas são parte fundamental da cultura e a história dos povos. Eu prefiro as que falam sobre a natureza y Nosso entorno, aquelas que reflitam a ideología y cosmovisão da população, as que tem um elemento real o imaginário que permita ter o pretexto perfeito para fazer festas e celebrações, as que dão identidade y pertenencia as diferentes regiões y comunidades nos países. México é, segundo eu, dos mais ricos neste sentido.
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ResponderEliminarAs distintas lendas sa~o parte muito importante das diferentes culturas do mundo. cada cultura tem diferente reacoes com seu entorno. Eu acho que as 3 lenas falan em alguma parte da história sobre a morte. A verdade que n~ao gostei muito da terceira lenda, mais a primeira gostei muito. Também acho que as lenas s~ao uma ba forma de poder explicar nossa realidade.
ResponderEliminarOi pessoal, obrigada pelas contribuições, todas elas interessantes. Amanhã continuamos conversando na sala de aula. Espero as contribuições dos outros colegas.
ResponderEliminarOlá professora Noemí e colegas.
ResponderEliminarO tema das lendas eu gosto muito porque, além de contar um pouco da história de cada país, encontramos expressões que fazem parte da cultura de cada região. Especialmente os do Brasil. Como é uma lenda da Vitória-régia, é indígena tupi-guarani e também tem sua maneira particular de descrever a natureza da região.
Cordiais saudações.
Oí colegas!Bom... Eu gostei muito das lendas, também da explicação do que é uma lenda e suas características, também outra coisa que achei muito interessante é que segundo o país onde se fala português é o tema da lenda, são geralmente muito chiques e também que nem tudo isso é contado na lenda é uma mentira. A lenda na minha opinião é um gênero literário muito bom para saber mais sobre a cultura dos países.
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