Agora vamos conhecer alguns escritores nordestinos. Depois de ler um pouco da biografia deles e de seu trabalho, escolham um dos escritores e procurem algumas obras dele para comentá-las na sala de aula.
Exercício. Coloque seu comentário no blog antes da próxima quarta-feira
ALGUNS ESCRITORES NORDESTINOS
No que diz respeito às letras, alguns dos autores mais ilustres do Brasil são filhos de sua terra, como Jorge Amado, Ariano Suassuna, Raquel de Queiroz e Graciliano Ramos, que deram ao nosso país livros que ensinaram, divertiram e também entraram para a sua história.

Em 1927, com o pseudônimo de Rita de Queluz, escreve uma carta para o jornal O Ceará, promotor do evento, ironizando o concurso de Rainha dos Estudantes. Com o sucesso da carta, Rachel foi convidada para colaborar com o jornal. Passa a organizar a página literária e publica o folhetim “História de um Nome”. Nessa época, leciona História, como professora substituta, no colégio Imaculada Conceição
Jorge Amado de Farias nasceu na Fazenda Auricídia, em Ferradas, município de Itabuna, Bahia, no dia 10 de agosto de 1912. Filho de João Amado de Faria e Eulália Leal Amado, fazendeiros de cacau.
Em janeiro de 1914 mudou-se com a família para a cidade de Ilhéus, onde passou a infância. Com 11 foi estudar no Colégio Antônio Vieira, em Salvador, onde aprendeu o gosto pela leitura com o padre Cabral.
Aos 12 anos fugiu do internato e foi para Itaporanga, em Sergipe, onde morava seu avô. Depois de alguns meses, seu pai mandou buscá-lo e sem desejar voltar para a escola, Jorge foi plantar cacau.
Depois de seis meses no meio do povo, tomou conhecimento da luta entre fazendeiros e exportadores de cacau, que iria marcar fortemente sua obra de romancista.
Em Salvador, ingressou no Ginásio Ipiranga, onde fez o curso secundário. Ligou-se à "Academia dos Rebeldes", um grupo de jovens, chefiado por Pinheiro Viegas, que tinha como objetivo a renovação literária.
Dirigiu dois jornais, “A Pátria” o jornal oficial, e “A Folha”, fundado por ele, que contestava A Pátria. Com 14 anos estreou na revista “A Luva”, com um poema de feições modernistas.
Frequentador de candomblés desde muito cedo, Jorge Amado tornou-se amigo de pais-de-santo, perseguidos pela polícia. Em seus livros Jubiabá e Tenda dos Milagres, esses fatos são relatados.
Ainda com 14 anos começou a trabalhar no "Diário da Bahia", depois em “O Imparcial”.
Ariano Vilar Suassuna nasceu no Palácio da Redenção, na cidade de Nossa Senhora das Neves, hoje João Pessoa, capital da Paraíba, em 16 de junho de 1927.
suna nasceu no Palácio da Redenção, na cidade de Nossa Senhora das Neves, hoje João Pessoa, capital da Paraíba, em 16 de junho de 1927.
Filho de João Urbano Pessoa de Vasconcelos Suassuna, na época, governador da Paraíba, e de Rita de Cássia Dantas Villar foi o oitavo dos nove filhos do casal. Passou os primeiros anos de sua infância na fazenda Acahuan, no município de Sousa, no sertão do Estado.
Durante a Revolução de 1930, seu pai, ex-governador da Paraíba e então deputado federal, foi assassinado por motivos políticos, no Rio de Janeiro. Em 1933, a família muda-se para Taperoá, no sertão da Paraíba, onde Ariano iniciou seus estudos primários. Teve os primeiros contatos com a cultura regional assistindo as apresentações de mamulengos e os desafios de viola.
Em 1938, a família muda-se para a cidade do Recife, Pernambuco, onde Ariano entra para o Colégio Americano Batista, em regime de internato. Em 1943 ingressa no Ginásio Pernambucano, importante colégio do Recife. Sua estreia na literatura se deu nas páginas do Jornal do Comércio, em 1945, com o poema “Noturno”.
Em 1946 ingressou na Faculdade de Direito do Recife, onde fundou o Teatro do Estudante de Pernambuco, junto com Hermilo Borba Filho, entre outros. Em 1947, escreve sua primeira peça Uma Mulher Vestida de Sol. No ano seguinte escreve Cantam as Harpas de Sião. Em 1950, conclui o curso de Direito. Dedicou-se à advocacia e ao teatro.

Graciliano Ramos nasceu na cidade de Quebrângulo, Alagoas, no dia 27 de outubro de 1892. Filho de Sebastião Ramos de Oliveira e Maria Amélia Ferro Ramos era o primogênito de quinze filhos, de uma família de classe média do Sertão nordestino.
Passou parte de sua infância na cidade de Buíque, em Pernambuco, e parte em Viçosa, Alagoas, onde estudou no internato da cidade.
Em 1904 publicou no jornal da escola seu primeiro conto O Pequeno Pedinte. Em 1905 mudou-se para Maceió, onde fez seus estudos secundários no Colégio Interno Quinze de Março, onde desenvolveu maior interesse pela língua e pela literatura.
Em 1910 foi com a família morar em Palmeira dos Índios, Alagoas, onde seu pai abriu um pequeno comércio. Em 1914 foi para o Rio de Janeiro, quando trabalhou como revisor dos jornais Correio da Manhã, A Tarde e em O Século.
Voltou para a cidade de Palmeira dos Índios, onde duas irmãs haviam falecido de peste bubônica, em 1915. Trabalhou com o pai no comércio. No ano seguinte, casou-se com Maria Augusta Barros, com quem teve quatro filhos.
Eu acho que é muito importante conhecer um pouco sobre a vida dos grandes influenciadores da literatura que o Brasil tem e ao mesmo tempo conhecer seus trabalhos.
ResponderEliminarEsses quatro personagens da literatura se desenvolveram em diferentes lugares e épocas e é interessante conhecer sua carreira na literatura, sobre sua família, os tempos em que se mudaram de casa para outra cidade ou saber que seus pais eram pessoas importantes.
Podemos aprender mais sobre a língua portuguesa através da leitura da biografia desses autores e especialmente em ler e falar em português uma obra particular de cada autor.
Estou impressionada com o quanto a literatura brasileira é desconhecida para mim e, com isso, a literatura do Nordeste. Conheço alguns poetas ou autores de São Paulo e outros grandes centros urbanos, mas o Nordeste ainda é um grande mistério.
ResponderEliminarFiquei impressionada com o fato de todos os autores serem brancos, pensando na grande influência cultural que a cultura afro-descendente tem nesse território. Isso me faz pensar que talvez a literatura fosse apenas para a elite nessa região.
Eu estou facinada por Rachel de Queiroz y Jorge Amado ya que eles empezaron a trabalhar muito criança, um como colaborador de um jornal e outro em um jornal. Eu gosto de saber mais de historia de escritores porque posso saber que pasa em sua vida pra poder escrever essas historias e poemas
ResponderEliminarEu acho que é importante saber sobre a cultura e literatura do Nordeste, porque eu não sei muito sobre isso. Esses textos me dão mais idéia do que está acontecendo e o que ele representa
ResponderEliminarParece-me importante que possamos abordar o estudo da cultura nordestina do Brasil através de sua literatura, pois oferece meios para entender o que os escritores tentaram capturar em seus contextos específicos. Portanto, a abordagem da literatura é uma oportunidade importante para entender não apenas uma visão de mundo oculta por trás de uma linguagem, mas também estágios históricos, ideologias, modos de pensar etc. dentro de um território
ResponderEliminarA literatura é sem dúvida um dos meus aspectos favoritos da cultura de uma língua. No entanto, devo admitir que não conhecia nenhum dos autores mencionados neste artigo. Quanto mais aprendo sobre o mundo lusófono, mais percebo que sei muito pouco sobre ele.
ResponderEliminarNa verdade acho muito curioso que os autores tenham alguns aspectos em comum, mas fiquei surpreso principalmente pelo fato de que eles começaram a escrever com tão pouca idade, será que é um talento inato?
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ResponderEliminarEmbora nem toda a literatura seja autobiográfica; acho quase impossível para um autor ser completamente objetivo e não refletir ou ser influenciado pelas idéias de seu contexto social e histórico; no final, em alguns aspectos, nossos escritos dizem muito sobre nós, pois neles nós constantemente damos a nossa posição, instrução e gosto para o assunto em questão. Portanto, acho que é bastante enriquecedora não só para conhecer o trabalho de um escritor, mas também a sua biografia, porque desta forma temos uma visão mais completa.
ResponderEliminarComo estudante de letras, eu já tinha ouvido falar de alguns desses autores, mas eu nunca tinha investigado mais. Juntando-me a dois dos meus maiores interesses na vida, literatura e Português, faz desta uma das minhas atividades favoritas.
Adorei conhecer um pouco mais sobre os expoentes da literatura nordestina. Considero que a história pessoal de cada um deles marcou sua maneira de escrever e todos eles começam sua vida artística com os jovens. Eu me senti identificado com Ariano Villar Suassuna porque ele é um advogado como eu e eu também tenho um ótimo gosto artístico.
ResponderEliminarConhecer a literatura com e a Nordestina nos aproxima mais de entender parte da indentidade brasileira hoje. Isso ajuda em nosso aprendizagem dia a dia para poder entender melhor os textos que lemos, coisas que ouvimos e também para expressar de maneira mais fácil o que queremos dizer.
ResponderEliminarConhecer a literatura de Nordestina nos ajuda a entender a maneira como as pessoas pensam no Brasil, todos os países têm aspectos característicos de sua cultura que se comunicam através da literatura. Dessa maneira, podemos viver a história como os escritores dizem.
ResponderEliminarA literatura é socialmente importante, pois acrescenta novas idéias ou as contrasta. Esses quatro escritores têm coisas em comum, como viver em fazendas e ter uma vida boa, isso nos diz em parte como a parte nordeste do Brasil era historicamente a partir daquele momento. Além disso, as diferenças entre eles fazem com que cada um desenvolva um estilo de escrita diferente.
ResponderEliminarParece-me um artigo muito interessante porque é importante que, pouco a pouco, conheçamos a literatura e os escritores mais importantes do mundo lusófono. Isso nos permite expandir nossas perspectivas e aprender mais sobre a cultura
ResponderEliminarA literatura é um reflexo da sociedade em que os escritores se desenvolvem. Aprender com isso permite então aprender de uma perspectiva diferente a cultura nordestina.
ResponderEliminarFico muito agradecida com todos os que contribuiram no blog. Todos seus comentàrios são interessantes e muito valiosos pois é muito certo que atrvés da literatura podemos conhecer a forma de vida e o pensamento das pessoas, neste caso de uma região riquìssima pela sua cultura, infelizmente ainda pouco conhecida. Mas vamos pelo menos ler um pouco das obras dos escritores nordestinos. Sinto que nem todos os colegas participem do blog, é uma oportunidade mais de aprendizagem compartilhado.
ResponderEliminarBoa tarde,
ResponderEliminarA literatura é um dos aspectos culturais que acho mais interessantes, porque permite conhecer o ponto de vista de outras pessoas, além de aspectos históricos que influenciaram sua escrita.
É muito interessante ler sobre a história dos escritores, pude notar que a maioria começo a escrever muito cedo.